sexta-feira, 16 de março de 2012

A maior tela de LCD do mundo.

Estava pra postar há um tempão a foto da maior tela de LCD 3D do mundo! Fica bem aqui ao lado de casa, no shopping The Place. É uma das atrações da noite de Beijing e parada obrigatória dos ônibus de turistas. A cidade tem outras telas de LCD enormes, mas nenhuma como essa.  Veja os números:

·         são 30 metros de largura por 250 metros de comprimento, ou 7.500 metros quadrados.

·         Uma resolução de 4.000 x 2.000 pixels.

·         14.5 milhões de leds.

E tudo em alta definição. Um vídeo frequente é o do fundo do mar, com baleias e peixes passando de um lado para o outro. Tem até sereia. É realmente um espetáculo! Aprecie as imagens abaixo.






quarta-feira, 14 de março de 2012

Andando de riquixá

Ontem, 13 de março, completamos dois meses aqui na China. Já estamos bem adaptados, principalmente ao frio. Hoje a temperatura está por volta de 8 graus e já nem sentimos tanto assim.

Como no dia do aniversário do Tuninho – dia 04 - estávamos em Hong Kong, não comemoramos com os amigos daqui. Então ontem reunimos a turma na pizzaria. No final não faltou o bolinho. Era “bolinho” mesmo, bem pequeno – já viu chinês fazer alguma coisa grande? Ah, tá, a pizza dessa pizzaria é aquela ENORME.
Maridão comigo...
...e com as meninas.

E a hora do parabéns, que foi cantado em português e em chinês.
O detalhe ficou por conta de nosso transporte até a pizzaria. Fomos de riquixá. Eu e a Gigi num e o Tuninho e a Amanda no outro. Foram fortes emoções. O meu “motorista" até que não corria muito, mas não se intimidava com os carros, com os pedestres, entrou na contramão. As meninas já tinham andado de riquixá, mas eu e o Tuninho não. Valeu a experiência. E o melhor: apesar da pizzaria ser pertinho aqui de casa - de táxi levaríamos uns 15 minutos por causa do trânsito do horário (16:30) -chegamos lá em pouco mais de 5 minutos. Esses chineses costumam cobrar 80 RMB aos turistas, mas como viram que “somos daqui”, porque já fomos dando o nosso preço, fizeram a corrida por 15 RMB. Fomos em dois, gastamos 30. Tudo bem que o táxi sairia por uns 12, mas valeu a experiência e a eficiência. E 30 RMB dá menos de R$10,00!!
O motorista do meu riquixá e da Gigi.


No cruzamento, entre carros e bicicletas.


Até na contramão ele entrou.



Tuninho e Amanda levando o bolo.


O riquixá antigo não tinham motor: era uma espécie de carroça de duas rodas puxada por uma pessoa a pé. Esses aqui da China são considerados ciclo-riquixás. É uma bicicleta de três rodas – um triciclo – que o motorista pedala, gerando energia para um pequeno motor elétrico embaixo da caçamba, e que move o veículo. Durante nosso curto trajeto o motorista deu algumas poucas pedaladas. De resto, o riquixá foi andando com a força do motor. Detalhe: antes dos cruzamentos, pra garantir que o motor não falhe no meio da travessia, o motorista dá umas boas pedaladas. Bem interessante.



Pepino do Mar

Mais uma descoberta. No outro dia me deparei com um bicho estranho – dos muitos que já vi por aqui – na peixaria do Walmart. Cheguei a colocar uma foto dele no blog. Olha ela aí embaixo de novo.


No final de semana fomos fazer compras no Carrefour e vi essa coisa estranha novamente. E, em cima, o nome: Sea Cucumber ou Pepino do Mar. São animais marinhos usados na forma fresca ou seca, em culinárias diversas. Fui pesquisar e descobri que o mercado asiático de pepino do mar movimenta cerca de 60 milhões de dólares por ano! Esse bichinho é muito apreciado não só aqui na China, mas também em Hong Kong, Singapura, Taiwan, Malásia, Coréia e Japão.

Na maioria dos pratos o pepino do mar tem uma textura escorregadia. Os ingredientes comuns que acompanham os pratos de pepino do mar incluem melão de inverno, vieiras secas (um molusco marinho), cogumelo Shiitake, e couve-chinesa. Escorregadia? Éka!!

O pepino do mar costuma ser pescado nas grandes barreiras de corais da Austrália, a uma profundidade de até 40 metros.

Essa coisa é considerada uma iguaria por aqui. É caríssima. No carrefou tinha uma bandeja de pepinos do mar sendo vendida pelo equivalente a R$1900,00!! E olha que o sabor é descrito como "de mau gosto e sem graça”. A forma seca também é utilizada na medicina tradicional chinesa.  A crença popular daqui atribui qualidades afrodisíacas para a saúde sexual masculina. Também é considerado um restaurador para tendinite e artrite.

É, vivendo e aprendendo. E cada dia mais achando a culinária chinesa ainda mais bizarra!









segunda-feira, 12 de março de 2012

Macau – parte 2

Macau tem uma grande diversidade de religiões, além do Catolicismo, como o Budismo, Confucionismo, Taoísmo, Protestantismo e por aí vai. 
4ª parada – Templo A-Ma 

Nossa primeira parada depois do saboroso almoço foi no Templo de A-Ma, dedicado a divindade taoísta Matsu, considerada protetora de pescadores e marinheiros. O nome Macau, dado pelos portugueses a cidade, é derivado da palavra cantonesa “A-Má-Gau”, que significa “Baía de A-Ma”.

Templo de A-Ma. O mais antigo de Macau. Foi construído em 1488.

Gigi esbanjando simpatia.

Sempre as mesmas coisas: muito incenso...


...imagens de Budas...

... e de outras divindades...

Seria essa Matsu?


Bem em frente ao Templo, no Largo do Pagode da Barra, fica o Museu Marítimo de Macau e a Capitania dos Portos. O Museu só fecha às terças-feiras e adivinhem que dia era? Terça-feira!

O Museu estava fechado. Só deu pra ver essa embarcação antiga que estava na parte externa.

Isso me lembra alguma coisa?!

Ele não podia perder essa foto.

5ª parada – Colina da Penha

Ao contrário do Templo, que estava cheio, a Colina da Penha, onde está a Capela de Nossa Senhora da Penha, estava vazia. Apenas algumas noivas e noivos posando para seus álbuns de casamento. A Gigi aproveitou pra tirar uma foto com uma noiva chinesa.

Capela de Nossa Senhora da Penha.

Nossa Senhora.

Noiva posando para fotos.


Gigi com os noivos.


A capela, construída em 1622, é bem pequena e simples. Aproveitei pra rezar um pouco e agradecer por estar ali – viu mãe?

O interior da capela.


6ª parada – Ruínas de São Paulo e Fortaleza do Monte

Uma enorme fachada de pedra foi o que restou da antiga igreja Madre de Deus, construída no século 16 por missionários jesuítas, e que sofreu três incêndios, o último deles em 1835, no qual foi quase completamente destruída. O que restou da igreja é o que hoje chamam de “Ruínas de São Paulo”. Um trabalho estrutural realizado em 1990 impediu que a fachada caísse. O local lembra muito a ladeira do Pelourinho, em Salvador.



Em frente ao que restou da fachada.


Uma estrutura de ferro mantém a fachada segura. 

Lembra o Pelourinho.
A fachada vista lá de baixo.

Ao lado da antiga igreja está a Fortaleza do Monte, de onde os portugueses, em 1622, derrotaram os invasores holandeses. Dezenas de canhões margeiam a fortaleza que abriga o Museu de Macau.

Um dos lados da Fortaleza do Monte.
Um dos muitos canhões usados para expulsar os holandeses.


Fazendo graça.


Placa encravada na muralha.


Série de canhões na parte alta da Fortaleza.

Parte da cidade vista da Fortaleza. Prédios muito velhos em péssimo estado de conservação.


O Museu de Macau.


Detalhe do interior do Museu de Macau.

 
Um dos missionários jesuítas mais importantes da história de Macau e da China foi o italiano Matteo Ricci. Depois de chegar à Macau em 1582, ele recebeu autorização para peregrinar pelo interior da China e foi o primeiro a introduzir o conhecimento ocidental no Oriente.
Estátua de Matteo Ricci, missionário jesuíta.

Frase de Matteo Ricci numa das paredes do Museu de Macau:
"O meu Amigo não é senão a metade de mim mesmo" (1595).

 
7ª parada – Venetian Macao

 
Macau é a Las Vegas chinesa. Os cassinos estão por todos os lados. Por isso, nossa sétima e última parada foi no The Venetian Macau Resort Hotel, no istmo de Cotai, do outro lado da cidade, entre as ilhas de Taipa e Coloane, ligadas por pontes a Macau.
Venetian Macau - Cassino, Hotel e Shopping.

É considerado o maior cassino do mundo.

Muito luxo por todos os lados.

Não pudemos entrar na área de jogos, onde não é permitida a presença de menores de 18 anos. A Gigi me perguntou o que era um Cassino e, da entrada do salão, mostrei pra ela algumas mesas de carteado, assim como alguns caça-níqueis. Não estava dentro do Cassino, mas logo apareceu um segurança chinês fazendo gestos para que nós saíssemos dali.


Ao fundo o salão de jogos.
 
 
O Hotel Cassino, inspirado na cidade italiana de Veneza, é um luxo só. Como não poderia deixar de ser, tem algumas gôndolas em sua decoração. No interior do complexo é possível passear numa delas, levado por um gondoleiro chinês, por um lago artificial. Extravagância chinesa!

 
Quem quiser pode pagar para passear de gôndola pelo canal artificial.
 
 
As gôndolas também estão na parte externa do cassino-hotel.


Uma ponte sobre o canal. Não é a Ponte dos Suspiros.


Praça central imitando a Piazza San Marco, de Veneza. O céu é artificial.

Demos uma voltinha para conhecer as “chiquérrimas” lojas e restaurantes do hotel. Tem até uma churrascaria brasileira, mas o preço é salgado!


O sabor brasileiro está presente.

 
A partir dali não tínhamos mais o transporte da Van. Para voltar ao terminal do ferry pegamos um dos muitos ônibus patrocinados pelos cassinos, que nos deixou na estação. Compramos nossas passagens de volta – dessa vez junto aos “mortais” – e no cair da noite cruzamos o mar de volta a Hong Kong, onde pegamos um táxi até o hotel. Pena que foi um passeio rápido. Vale a pena ficar mais de um dia para poder aproveitar as diversas atrações de Macau e conhecer um pouco dos muitos cassinos da cidade.

Rio Casino. Tinha que ter um Pão de Açúcar ou um Cristo Redentor.

O imponente leão do MGM.


O Sands no final da tarde.

O Galaxy Macau.