domingo, 2 de dezembro de 2012

O moderno Teatro Nacional


Apesar do frio de -5 graus, aproveitamos a tarde de sábado para conhecer, aqui em Beijing, o National Centre for The Performing Arts - 国家大 - Guójiā dà jùyuàn – na tradução literal, Grande Teatro Nacional.  

A arquitetura do Teatro é fantástica. A obra do francês Paul Andreu tem a estrutura – toda feita em titânio com uma cobertura em vidro - em forma de elipse e por isso também é chamada, popularmente, de “O Grande Ovo”.

A sua volta está um lago artificial sob o qual o visitante tem acesso à entrada do teatro.

Entrada do Teatro, no lado norte.


O domo de forma elíptica tem 46 metros de altura, mede 212 metros
em direção leste-oeste e 144 metros na direção norte-sul. 
A estrutura de titânio possui uma cortina de vidro 
na direção norte-sul, que se abre de cima para baixo.



Maquete do Teatro.



Bem em frente ao espelho d'água e ao Teatro.


Estava um frio danado.


Passando por baixo do espelho d'água.


O espelho d'água visto de dentro. 
No cantinho direito, um pedaço da parte detrás do
Congresso Nacional.


Lá dentro é ainda mais bonito. Cafés, livrarias, restaurantes, cinemas e salas de exposições espalhadas por uma área de cerca de 12 mil metros quadrados são alguns dos atrativos aos visitantes.


A entrada custou 20 RMB - pouco mais de R$6,00. Cinemas, peças teatrais e óperas são pagos à parte.


Num dos cafés.


Visitando uma das salas de exposição.


Escultura no hall de entrada do Teatro. 


Figurinos usados nas óperas.


Painel com fotos de artistas que já se
apresentaram no Teatro.


Escultura no último andar.
Ali em cima há um pequeno espaço usado para
pequenas apresentações. O local estava sendo
arrumado, provavelmente para algum evento à noite.


Num dos corredores do último andar.


O hall de entrada visto de dentro do Teatro.


Espaço amplo e moderno.


Parte do teto.

O teatro tem três salas especialmente dedicadas aos espetáculos, que estavam fechadas por causa de ensaios:

A “The Opera House” é a principal e fica no centro do teatro. Tem lugar para 2.398 pessoas.

A “The Concert Hall”, que fica na parte leste, tem espaço para 2.017 espectadores.

A menor é a “The Drama Theatre”, que fica na parte oeste do teatro e tem lugar para 1.035 pessoas.

Nunca fui a uma ópera, mas acho que essa semana vou voltar lá para assistir a Lohengrin, uma ópera romântica, de 1850, do alemão Richard Wagner.

O NCPA - National Center for The Performing Arts - é uma construção recente: foi inaugurado em 2007, como parte das obras dos Jogos Olímpicos de 2008.

O teatro fica bem atrás do Grande Salão do Povo, o Congresso Nacional daqui, e também bem perto da Praça da Paz Celestial e da Cidade Proibida. Construções antigas e modernas tão próximas: bem a cara da China, um país milenar que, de 30 anos para cá, mudou muito. Mas ainda precisa melhorar em muitos aspectos? Sim, mas aí já é outra história...


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Elton John



Domingo foi um dia especial: fui assistir ao show de Elton John, no Mastercard Center, antigo Beijing Wukesong Culture & Sports Center


O show, que faz parte da turnê 2012 do cantor, “Elton John And His Band”, começou pontualmente às 19:30, como estava programado.

Aos 65 anos, o cantor e compositor britânico continua com sua voz forte e marcante e toca piano que é uma maravilha! Além de ser uma simpatia, interagindo sempre com a plateia.

No repertório músicas novas e, é claro, muitas antigas. Entre as que ele tocou e cantou – e que eu me lembro - estavam:

Candle in the Wind
Nikita
Your Song
Circle of Life
Bennie and The Jets
Goodbye Yellow Brick Road
I Guess That’s Why They Call It The Blues
Rocket Man
Don’t Let the Sun Go Down On Me
Sad Songs

Senti falta de Sacrifice, Can You Feel The Love Tonight, Don’t Go Breaking My Heart e Empty Garden.

A abertura do show contou com a participação dos 2Cellos, dois jovens violoncelistas – Luka Sulic, da Croácia, e Stjepan Hauser, da Eslovênia - que estão fazendo o maior sucesso. Eles tocam rock no violoncelo como se tocassem guitarra. Realmente um show a parte. Elton John os viu tocar e os convidou para fazer parte de sua turnê 2012. Atualmente a empresa de Elton gerencia a carreira dos dois rapazes.

Os 2Cellos tocaram na abertura e durante o show,
juntamente com a banda de Elton John.

A banda do cantor era composta, ainda, por um tecladista, um percussionista, um baterista, um baixista, um guitarrista e quatro vocais. O baterista Nigel Olsson, o guitarrista Davey Johnstone e o percussionista Ray Cooper estão na banda desde 1970.

O Mastercard Center, anteriormente conhecido como Wukesong Arena, foi a sede do basquete nos Jogos Olímpicos de 2008. A arena indoor, com capacidade para 18 mil pessoas, é fantástica. Li que havia cerca de 12 mil pessoas no show, mas, sinceramente, acho que tinha bem menos, porque tinha  muito lugar vazio.



A Wukesong Arena durante os Jogos Olímpicos de 2008.



O show de Elton John durou cerca de 2 horas e meia e foi realmente muito bom. Cantar esse tempo todo, direto, sem intervalo, não é para qualquer um. Sir Elton John foi fantástico!


Elton John acenando para o público.


Adorei o show.


No ingresso estava escrito que não era permitido entrar com máquinas fotográficas. Fiquei com receio de levar a grande e de chamar a atenção e fui só com a portátil. Só que tinha um monte de gente com máquina e até com filmadora. Por isso só tenho pouquíssimas fotos - a maioria não prestou. Uma pena. As fotos do show que aparecem aqui são do casal amigo Fernando e Cris. Valeu!


Palácio de Verão


O nome já “entrega” o uso do local: quando fazia muito calor, o Imperador, a Imperatriz e seu séquito – eunucos, concubinas e demais empregados – fugiam para a bucólica área do Palácio de VerãoYihe Yuan, que na tradução seria algo como “Jardim da Harmonia Cultivada”.

Mas o Palácio de Verão já teve outros nomes, como Jardim das Ondas Claras, Palácio da Montanha de Ouro e Palácio da Colina Proibida. Somente em 1888 passou a ser chamado como é hoje, de Yihe Yuan.

A principal construção do Palácio de Verão é a Torre da Fragrância de Buda, que fica numa encosta de 60 metros de altura, chamada de Colina da Longevidade. A vista lá de cima é muito bonita. 


A colina do Palácio de Verão vista do lago Kunming.
A torre maior é a Torre da Fragrância de Buda.


A Torre da Fragrância de Buda.


No interior da torre uma imagem de Guanyin Bodhisattva: tem cinco metros de altura, 
é toda em bronze e possui quatro cabeças com três faces cada,
totalizando 12 faces. Tem 24 braços. 
Uma limpezinha caía bem.


A Torre vista do pátio lá embaixo.


A área ocupada pelo Palácio é de 2,9 quilômetros quadrados, sendo três quartos só de água.

O lago Kunming, o maior de todo o lugar, era bem pequeno, mas foi ampliado, e a terra retirada de seu solo foi utilizada para a construção da colina.


O lago Kunming visto lá de cima da Torre da Fragrância.


Ilha do Lago Sul com a ponte dos Dezessete Arcos.


A colina também abriga o Pavilhão de Bronze, uma réplica de 188 toneladas de uma edificação de madeira.


Mais ao centro, o Pavilhão de Bronze.


Refúgio imperial na Dinastia Qing e parque imperial em dinastias anteriores, o Palácio de Verão é associado, principalmente, à Imperatriz Cixi, que adorava o lugar.

Cixi é considerada uma das mulheres mais poderosas da história da China antiga. Ela era uma concubina quando deu à luz ao filho do Imperador Xianfeng. Mais tarde, a mãe acabaria usurpando o trono do filho, a quem prendeu em um dos aposentos do Palácio de Verão.


A imperatriz viúva Cixi.
E diziam que ela era bonita?!


Antes de morrer, em 1908, Cixi nomeou o sobrinho Puyi, que tinha apenas 3 anos, como o novo imperador. A história de Puyi foi retratada pelo diretor italiano Bernardo Bertolucci no filme “O Último Imperador”. Lançado em 1987, o filme ganhou 9 estatuetas do Oscar em 1988.



O Barco de Mármore, que na verdade é uma estrutura de madeira montada sobre uma plataforma de pedra, é uma das atrações do Palácio de Verão. Ele está “ancorado” num cais do lago Kunming. A embarcação foi construída por ordem de Cixi, que usou recursos da Marinha Imperial para satisfazer sua vontade de ter um barco.


O Barco de Mármore de Cixi...

...uma das atrações do Palácio de Verão.


Um longo corredor de 728 metros de comprimento, com mais de 14 mil pinturas, vai de leste a oeste na parte sul do cais do Palácio, às margens do rio Kunming.


O longo corredor.


Cinara, eu, Cris e Luciana junto com
um chinês muito simpático que topou
tirar essa foto com a gente.
Estamos no longo corredor.



Ligando a Ilha do Lago Sul a terra está a bonita Ponte dos Dezessete Arcos – Shiqi Kong Qiao – com seus 544 balaústres.

Na ilha está o Templo do Dragão Rei – Longwang Miao – que é dedicado ao deus dos rios, dos mares e da chuva.

A ponte e a ilha vistas lá de cima da colina.


A ponte vista do barco. 


A bela Ponte dos dezessete Arcos.


Os dezessete arcos.

  
Como quase todos os palácios aqui da China, o Palácio de Verão possui inúmeros prédios secundários com nomes que os chineses adoram: Hall da Benevolência e da Longevidade, Hall das Ondulações de Jade, Hall da Felicidade e da Longevidade, Jardim da Virtude e da Harmonia, Porta da Nuvem Dispersa, Pavilhão das Nuvens Preciosas... É tanta coisa que não consegui, em duas visitas, conhecer tudo. Mas ainda devo voltar ao local e aí aproveito pra conhecer coisas “diferentes”.


Hall da Benevolência e da Longevidade.
Esse salão foi usado pela imperatriz Cixi e pelo imperador Guangxu
para assuntos diplomáticos.



Pátio interno que dá acesso à colina.


Um dos pavilhões no alto da colina.


Torre Wenchang, a maior das seis torres-portões do Palácio de Verão


Pavilhão que fica próximo à Ponte dos Dezessete Arcos.


O bonito interior do pavilhão.



Portão leste do Palácio de Verão.


O Palácio já passou por várias restaurações, principalmente após a invasão anglo-francesa em 1860 e durante o levante dos Boxers, em 1900.   Em 1998 a UNESCO incluiu o Palácio de Verão como Patrimônio Mundial.

A Ponte do Cinturão de Jade, construída entre 1751 e 1764, é feita de mármore e outras pedras brancas. Seu arco tem uma grande curvatura, por onde passava o “Barco Dragão” do Imperador Qianlong.


Ponte do Cinturão de Jade.


Fico imaginando quantas pessoas passam por ali diariamente. Porque o lugar é imenso, mas, como sempre, tem milhares de visitantes e não há um lugar que esteja vazio: é chinês pra tudo quanto é lado!

As construções antigas juntamente com a natureza exuberante do lugar fazem do Palácio de Verão um dos pontos turísticos mais bonitos de Beijing, sem dúvida alguma.

Torre da Fragrância de Buda
o Templo do Mar da Sabedoria logo atrás.


Pequeno pavilhão numa das pontes no lado oeste do lago.

  
Barco-dragão navegando no lago Kunming, com a colina ao fundo.
Andamos num igualzinho.


Touro de Bronze que fica perto da ponte dos Dezessete Arcos.
Os chineses acreditavam que ele protegia o local de inundações.


Os primos Glorinha e Fernando no lado leste do lago, 
com o Pavilhão da Primavera Proclamada ao fundo.
Os chineses adoram esses nomes!


Esse arco fica bem em frente a entrada para a colina, no pátio principal.
Foi a primeira construção do Palácio de Verão.



Porta da Nuvem Dispersa e a ponte que dá acesso à colina.



O Hall da Nuvem Dispersa.



Pintura na lateral de um dos túneis de 
de acesso à colina.


Detalhe comum nas construções que eram usadas pelos imperadores.
O amarelo era a cor do Imperador.
A figura do dragão está sempre presente.


Peça em bronze para queimar incenso.



Dizem que dá sorte passar a mão no dragão.



Na parte alta da colina.


Minarete no alto da colina.


Pagode Yu Feng, na colina Yu Quan, visto do alto
da colina do Palácio de Verão.



Buda da Longevidade Infinita dentro do 
 Templo do Mar da Sabedoria, localizado na parte alta da colina.



Parede norte do Templo do Mar da Sabedoria, com
diversas imagens de Buda esculpidas em 
pequenos nichos.





Pátio na entrada norte.



Suzhou Street, ou Rua Suzhou, na entrada norte do Palácio
O local, que possui 64 lojinhas, lembra as feiras do sul da China.


Suzhou Street.



Portal na entrada norte do Palácio.



O lado norte da colina.



Pedra do Deus da Longevidade. 
Foi trazida do Jardim Morgan, na Universidade de Beijing,
durante a reconstrução do Palácio, em 1886.
Está perto do portão leste.