terça-feira, 8 de outubro de 2013

Visitando o Museu de Ciência e Tecnologia da China

Recentemente visitamos aqui em Beijing o Museu de Ciência e Tecnologia da China (China Science and Technology Museum -中國科學技術館,zhōngguó kēxué jìshù guǎn).

O Museu de Ciência e Tecnologia da China, em Beijing.

Funcionários dando uma limpeza no 
domo da entrada do Museu.
Estava bem sujinho!

Em frente a entrada oeste.


No saguão de entrada uma espécie de escultura flutuante:
as bolas presas a cabos de aço ficavam ondulando.


Central de carregamento de celulares. Show!


Enorme escultura logo na entrada.


O Museu fica na parte norte do Parque Olímpico de Beijing e ocupa uma área de 102 mil metros quadrados. São cinco os principais Salões de Exibições: “Glória da China”, “Exploração e Descobrimento”, “Vida e Ciência e Tecnologia”, “Desafios e o Futuro” e “Paraíso da Ciência”, com uma exposição voltada para crianças entre três e dez anos de idade, além de salas de cinema com efeitos especiais.

O grande barato do Museu, em minha opinião, é que o visitante em quase todas as exposições pode interagir com os equipamentos. A garotada adora e se diverte o tempo todo.

No Salão dedicado a “Glória da China” é possível conhecer um pouco sobre a antiga tecnologia dos teares, admirar uma réplica em tamanho menor do veleiro usado pelo lendário almirante chinês Zheng He, contemplar uma exposição sobre astronomia, explorar e se divertir com quebra-cabeças, brincar com instrumentos musicais...


Entrada do Salão "Glória da China".

Antigo tear.

Réplica do navio de Zheng He.


Brincando no telão interativo:
fazendo parte da paisagem.

Instrumento criado por astrônomo da Dinastia Yuan (1271-1368).
Usado para medir a posição dos corpos celestes.


Esfera armilar: instrumento de astronomia usado para localizar
 a posição de um corpo celeste
e para medir o tempo.
É uma esfera com anéis ou armilas utilizada como 
representação do Universo.


Réplica do sismógrafo de Zhang Heng.


Tocando no carrilhão de sinos de bronze.


Ao chegar ao segundo andar, no salão “Exploração e Descobrimento”, o visitante dá de cara com um enorme esqueleto de dinossauro, um Chuanjiesaurus. Dos animais à biologia humana, passando por elementos da física, é possível recordar e conhecer um pouco mais sobre o mundo que nos cerca. 


O Chuanjiesaurus está exposto num hall enorme. 





Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907).
Químico russo que formulou a tabela periódica dos elementos em 1869.


Galileu Galilei (1564-1642), matemático, astrônomo e filósofo italiano.
Foi um dos principais representantes do Renascimento Científico
dos séculos XVI e XVII.


Charles Robert Darwin (1809-1882), naturalista britânico
que estudou a evolução das espécies.


Brincando de "corrida dos espermatozoides"


Maneira "esquisita" de assistir a um video.


Elas ficaram de um lado e eu do outro,
num aparelho igual. Eu falava baixinho, lá de longe, e elas me ouviam.


No salão dedicado à “Vida e Ciência e Tecnologia” há um espaço chamado “O Caminho para a Vida” onde se aprende um pouco mais sobre a origem de nossos alimentos e de nosso vestuário, as várias opções de geração de energia, o uso de elementos como o vidro e a importância de se ter um sistema imunológico bem forte, dentre outros assuntos.

Pedalando para gerar energia.

Cadeia de DNA.

Em “Desafios e o Futuro” é possível ter noção da tecnologia que vai impulsionar a indústria e a economia da China nos próximos anos.


Impulsionado por enormes hélices, o trem levita no trilho.
Um sistema que economiza e reduz o custo da energia.


"Pilotando um avião a jato". 


No alto da Torre de Controle de Tráfego.


A Torre.


A evolução da máquina de lavar roupa. 


O Brasil marcando presença na corrida espacial. 


Gigi fazendo graça.

Ficamos umas três horas dentro do Museu e não visitamos a parte do “Paraíso da Ciência” nem os cinemas. Quem quiser aproveitar cada espaço mais detalhadamente, precisa gastar mais tempo. Ops! Uma correção: num museu como esse não “se gasta” tempo, “ganha-se” conhecimento!


nota: preços dos ingressos

Principais Salões de Exibições: adulto 30 RMB, estudante 20 RMB 
Paraíso da Ciência: adulto 10 RMB, criança 20 RMB
Cinema de efeitos especiais: adulto 30 RMB, estudante 20 RMB

30RMB = pouco mais de R$10,00 (R$1,00 = 2,785 RMB em 08/10/2013)




































terça-feira, 1 de outubro de 2013

64 Anos da República Popular da China



Hoje os chineses comemoram o 64° Aniversário de fundação da República Popular da China. É feriado nacional, a data mais importante do país, juntamente com o Ano Novo Chinês. Até o dia 07, os chineses têm alguns dias de descanso. Mas é um feriado meio estranho, porque o país não para totalmente. Shoppings ficam abertos, bancos, mercados... As escolas fecham e as aulas só recomeçam dia 08, mas os dias parados serão compensados e os estudantes chegam a ter aulas aos domingos. Aqui não tem moleza.

A história da China – uma das civilizações mais antigas do mundo - é uma história marcada por um regime imperialista. Mas no início do século XX o país vivia imerso em guerras civis que acabaram levando a um golpe de estado. Em janeiro de 1912, chegava ao fim mais de dois mil anos de domínio imperial e nascia a República da China.

Só que os problemas do país não terminaram aí. O Kuomintang, partido que comandava a nação, continuou em conflito com os Comunistas. O único momento em que os dois partidos deram uma trégua em suas brigas internas, foi quando se uniram para derrotar o Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945).

Após a vitória sobre os japoneses, a China recaiu na Guerra Civil, até que em 1949 os Comunistas, liderados por Mao Tse-Tung, derrotaram o Kuomintang, tomando a liderança do país. Então, em 1° de Outubro de 1949, Mao proclamou a criação da República Popular da China. Desde então, a China é uma república socialista, governada pelo Partido Comunista da China, o poderosíssimo PCC, sob um sistema unipartidário.

Quando vim para a Beijing, há pouco mais de um ano e meio, esperava poder ver o imponente e monumental desfile militar que os chineses costumam fazer bem em frente à Cidade Proibida, no Dia Nacional da China, 1° de Outubro. Dizem que é realmente incrível assistir aos chineses marchando, em sincronia perfeita, além da oportunidade de ver parte do poderoso material bélico que eles costumam mostrar ao público e que chama a atenção de todo o mundo, que está sempre de olho no que a China desenvolve na área militar.


O último desfile aconteceu em 2009, na comemoração dos 60 anos da RPC. Pelo que soube, esse desfile só acontece de cinco em cinco anos, o que significa que o próximo será realizado somente no ano que vem. Infelizmente não estarei mais por aqui, mas, por outro lado, estarei muito feliz por estar retornando ao Brasil.


A bandeira da República Popular da China



A atual bandeira da República Popular da China foi adotada a partir de 27 de setembro de 1949. Sua cor predominante é o vermelho, que simboliza a Revolução e o Partido Comunista da China, que tomou o poder na guerra civil de 1949. 

No canto superior esquerdo estão dispostas uma estrela grande e quatro pequenas, sendo todas na cor amarela e de cinco pontas.

A estrela grande simboliza o PCC (Partido Comunista da China) e as quatro menores o povo chinês.

O amarelo das estrelas representa o brilho da luz no solo chinês.

O posicionamento das estrelas representa a união e o engajamento entre o povo chinês e o Partido Comunista da China.

Vale lembrar que o vermelho e o amarelo, desde os tempos do Império, sempre foram as cores consideradas de boa sorte, fortuna e prosperidade na China.

O amarelo, por exemplo, era a cor sagrada do Imperador, ninguém mais podia usá-lo.



sábado, 28 de setembro de 2013

A "Batalha dos Sexos" no China Open 2013

Uma partida beneficente entre a chinesa Li Na - tenista número 1 da China e número 5 do ranking da WTA - e o sérvio Novak Djokovic – número 1 da ATP - marcou a abertura do China Open, aqui em Beijing. Como amante do tênis, lá estava eu, com minhas duas filhas, curtindo o evento.

Gigi e "a bolinha de tênis".

Ganhamos uma garrafa de água de brinde! U-huuuu!!

A promotora chinesa explicando a Gigi como jogar tênis no video game Wii.


Junto ao "logo" do China Open.

Gigi e uma de suas tenistas favoritas: a norte-americana Serena Williams.


Passeando pelo Complexo vimos alguns jogadores
batendo bola. Um deles era o alemão Tommy Haas,
de 35 anos. Em 2002 ele chegou a ser 
o número 2 do ranking, mas atualmente
está na 13ª posição.


Outra que estava "se aquecendo" para o Torneio
era a sérvia Jelena Jankovic, de 28 anos.
Ex-número 1 do mundo, em 2008, ela
hoje ocupa o 10° lugar no ranking.


Ao chegar à belíssima Diamond Court – a quadra principal do complexo de tênis de Beijing – encontramos, em nossos assentos um pequeno livro com informações sobre a partida exibição, e um saquinho com dois bastões infláveis de plástico, aqueles que precisamos encher assoprando, pra depois ficar batendo, um no outro, pra fazer barulho. Mas isso num jogo de tênis é impensável? Ontem, valia tudo, principalmente muita animação do público.

A torcida com seus bastões...

...e nós com os nossos. 
Entramos no clima e fizemos muito barulho! 


  
Capa e contracapa do folder de apresentação do evento.


Em quadra, Li Na e Djokovic cumpriram bem o papel de estrelas da noite. As primeiras palavras do sérvio para o público foram em chinês, o que levou a torcida ao delírio. Depois, durante toda a festa, Djokovic tentou soltar outras frases, mas o que mais falava era “hao, hao” – bom, bom – ou “xiexie” – obrigado.

Logo na apresentação, um enorme bolo em comemoração 
aos 10 anos do Torneio entrou em quadra, ao som 
do "Parabéns pra você", em chinês é claro. 
Djokovic experimentou um pedacinho,
mas Li Na disse que deixava para depois.

 
Djokovic subiu na cadeira do árbitro principal, deu uma de boleiro, atrapalhou Li Na quando ela batia bola com adolescentes – depois ele também jogou com a garotada – ou seja: foi um show de simpatia.

Li Na não ficou atrás: “roubou” para a garotada, na hora de jogar a moeda para escolher quadra ou bola, fez piada em chinês, dizendo que assim Djokovic não entenderia nada, e imitou a brincadeira do sérvio, que em algumas batidas na bola “gemia alto”, como fazem muitos tenistas.

Depois de jogarem com os adolescentes, os dois começaram a chamada “Batalha dos Sexos”. Como bom gentleman Djokovic perdeu para Li Na. Mas tudo era diversão, a começar pelas “regras” do confronto, em que Li Na já saía sempre em vantagem de 30/0.

Djokovic pronto para receber o saque.

Li Na sacando.


Após um empate em 2/2 os tenistas escolheram decidir o confronto num tiebreak. Li Na já saiu com 4 a 0, sendo que para ela bastaria chegar aos cinco pontos, enquanto que Nole precisava fazer 7. O tenista sérvio, sempre brincalhão, perguntou ao público – em inglês - se aquilo era uma regra justa. Obviamente que a torcida chinesa gritou que sim, puxando a brasa para a tenista da casa.

Djokovic chegou a fazer um ponto, mas com um “aceLi Na fez o único pontinho que precisava e fechou a partida em 3/2. A cada “ace” que os tenistas faziam, eram doados mais de 6 mil dólares para a caridade. Só aí acho que arrecadaram cerca de 40 mil dólares – não sei o quanto foi arrecadado no total, somando ingressos e doações.

O placar eletrônico mostrava quanto valia cada "ace".


Ao final do jogo-exibição, os dois tenistas se abraçaram na rede.


Depois eles receberam alguns prêmios.

O Aberto de Tênis da China, que está comemorando sua 10ª edição, tem as partidas finais marcadas para o dia 06 de outubro. Já garanti o meu ingresso. Mas a partir deste domingo ficarei de olho nos confrontos da semana, para poder assistir a algumas feras que não vi na edição do ano passado, como Serena Williams e Rafael Nadal. Depois, é claro, eu conto aqui como foi.