sábado, 15 de março de 2014

Avril Lavigne em Beijing

Não basta ser Mãe, tem que participar!

Seguindo ao pé da letra a frase acima, no dia dois de Março levei a Gigi para assistir ao show da Avril Lavigne aqui em Beijing. A cantora/compositora canadense, de 29 anos (27/09/1984), está na Ásia com a turnê “The Avril Lavigne Tour 2014”.  A apresentação foi na Arena Mastercard, onde já estive assistindo ao Elton John e ao Cirque du Soleil.


 Como o maridão estava viajando, fomos de metrô, numa viagem por 14 estações que durou cerca de 50 minutos. A ida foi tranquila e, na volta, apesar de lotado, não houve empurra-empurra, como eu cheguei a temer. No trem, um simpático jovem chinês cedeu o lugar para a Gigi que, cansada, pode ficar sentadinha durante toda a viagem.

Chegamos à Arena com quase uma hora de antecedência, pra evitar tumulto. Mas como sempre acontece por aqui, estava tudo tranquilo e bem organizado.

Ficamos um pouco longe do palco, mais na lateral e lá no alto, mas foi bom. Pena que o som não estava lá muito legal: a voz da cantora estava mais baixa que os instrumentos. Poderiam ter dado um ganho maior no áudio dela, mas talvez seja a acústica da Arena.

Ficamos bem no alto, na lateral.
O palco ficava do nosso lado esquerdo.

O público deu um show à parte com seus bastões de neon coloridos e, em muitas músicas, cantou à capela com a cantora. De arrepiar!

Foi o segundo show ao vivo da Gigi. O primeiro foi o do Luan Santana, no ano anterior a nossa vinda pra China. Aff!! Aquele foi dose: esperamos cerca de cinco horas para o início da apresentação, embaixo de uma garoa, em pé... O show estava marcado para às 19 horas, mas só começou mesmo às 23h! Um absurdo desses que só acontece no Brasil. Aqui o show começou, como sempre, na hora divulgada.

Por cerca de uma hora e meia, Avril Lavigne cantou novos e antigos sucessos, trocou de figurino inúmeras vezes e mostrou que tem afinidade e é querida pelos chineses. Desde que estamos aqui, já é o segundo show dela em Beijing.

Abaixo, o momento da apresentação da música “I’m With
You”, que encerrou o show. Na minha opinião é uma das canções mais bonitas da Avril Lavigne.


Avril Lavigne cantando "I'm With You"em Beijing.


Setlist do show:

01 – Introdução
02 – Hello Kitty
03 – Girlfriend
04 – Rock N Roll
05 – Here’s To Never Growing Up
06 – I Always Get What I Want
07 – Wish You Were Here
08 – Let Me Go
09 – My Happy Ending
10 – Don’t Tell Me
11 – Smile
12 – Complicated
13 – Bad Girl
14 – He Wasn’t
15 – Losing Grip
16 – Sk8erBoi
17 – What The Hell
18 – I’m With You

Rapidinhas:

·       Avril Lavigne começou a “The Avril Lavigne Tour 2014”, a quinta turnê da carreira dela, no dia 1° de Dezembro de 2013, na cidade de Hidalgo, no Texas, Estados Unidos.
·       A etapa asiática teve início pela cidade japonesa de Osaka, no dia 31 Janeiro deste ano.
·       Na China ela esteve em oito cidades diferentes.
·       A última apresentação aqui na Ásia acontece amanhã, dia 16 de Março, em Taipei, Taiwan.
·       Em 29 de Abril a turnê chega ao Brasil, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.











O prazer de ter mais um casal de primos nos visitando!

A rotina de estudos da minha filha pequena tem ocupado meu tempo e, por conta disso, já estamos no meio de março e eu tenho alguns posts atrasados de fevereiro.

Não queria deixar passar em branco mais uma visita especial que tivemos por aqui: a do casal de primos Patrícia e Armando. Meu primo veio participar de um Fórum Internacional sobre Energia na Universidade de Chongqing (The International Power and Energy Reliability Forum - IPERF) que reuniu especialistas chineses e estrangeiros para debater e analisar vários aspectos do setor. Além de ser um dos palestrantes, o Armando recebeu dois títulos da Universidade – a inteligência está no sangue, kkkk!!

Armando recebendo seus títulos de 
Advisory Professor of Chongqing University e
Member of the Advisory International Committee of the Power and Energy Reliability Research Center of Chongqing University.
"Não é brinquedo, não!"

Lá ao fundo, o momento da apresentação dele.

Alguns alunos e mestres reunidos.
(fotos by Patrícia)

Depois de Chongqing eles vieram conhecer Beijing e nos visitar. Foram apenas cinco dias, mas consegui leva-los a todos os lugares mais importantes daqui. Acho que eles realmente gostaram e, como quase todos, saíram da China encantados com o desenvolvimento do país. Por mais que a pessoa conheça a história da China, sempre que chega aqui se surpreende com a infraestrutura das cidades, a organização, a grandiosidade de tudo. Como já falei várias vezes: tudo por aqui é superlativo!

Pena que a poluição atingiu níveis alarmantes por pelo menos uns três dias, quando tivemos até que sair de máscara, e atrapalhou um pouco a visita a alguns pontos, como a Grande Muralha.

Mascarados pela cidade.

Armando e Patrícia na Grande Muralha.

Em compensação, no dia em que visitamos o Palácio de Verão, o Morro do Carvão, a Cidade Proibida e a Praça da Paz Celestial, o céu estava limpo e tiramos bonitas fotos.


O casal no Palácio de Verão.
Céu azul, azul, sem poluição.

Eu e meu primo em frente à Cidade Proibida.

  
Dureza é na hora da despedida. Manteiga derretida, eu não consigo segurar as lágrimas, por mais que saiba que daqui a alguns meses já estarei de volta ao Brasil, mais perto de todos.

Só tenho a agradecer a visita dos dois. Apesar da correria – entra em ônibus (errado), pega metrô, táxi – corta a cidade pra lá e pra cá, conseguimos “cumprir nosso roteiro” com sobras.

O melhor de tudo foi poder relembrar os velhos e bons tempos, falar de nossos pais e mães, rir com as histórias de nossas filhas, enfim, reviver momentos que não voltam mais, mas que teremos sempre guardados na memória e no coração. Momentos como esses vividos com eles aqui em Beijing. 

Pena que o que é bom dura pouco.


Pra também não esquecer:
·       A Gigi adorou a ajuda e as dicas da Tia Patrícia nos exercícios de inglês.
·       As mágicas do Tio Armando também fizeram sucesso.

Gigi e os tios.

·       Os tios ficaram “assustados” com os deveres da Gigi. Viram o quanto “eu peno” pra tentar entender e traduzir os exercícios em chinês – tudo em caracteres!
·       Andar de táxi com o motorista de minuto em minuto “cuspindo” – é até um eufemismo - pela janela, não foi um momento tão bom assim, mas faz parte da cultura daqui e não viver o dia a dia do país, não teria graça, não é mesmo? Sorry...
·       Andar no metrô lotado também faz parte do roteiro!

Mas milagres também acontecem: essa estação estava vazia.
Em compensação, o trem? Sempre cheio!

·       Se vestir de Imperatriz e Imperador? O Armando fugiu dessa, mas eu e a Patrícia nos aventuramos.

Não podia faltar a foto como Imperatriz,
e eu me uni à Patrícia.

·       Em outubro de 2012 recebemos a primeira visita de parentes aqui na China: os também primos Gloria e Fernando. O Fernando e o Armando são irmãos: meus primos em 1° grau.

·       Temos ainda pouco mais de cinco meses aqui em Beijing. Aguardamos novas visitas! Aproveitem!




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Conhecendo mais de Shanghai

A passagem de minha sobrinha aqui pela China me levou novamente a Shanghai, cidade onde estivemos em abril de 2012 – ver post de 17 de abril de 2012, “Shanghai”.

Xangai para os brasileiros e Shanghai para os chineses – se pronuncia /xanrrái/ - é uma cidade com muitas atrações, mas nossa visita foi rápida, de apenas dois dias, então não deu para conhecer muita coisa. Tivemos que fazer escolhas.

Pra viagem ser mais emocionante, e pra Camila conhecer algo inédito pra ela, fomos de trem bala. A viagem Beijing-Shanghai levou quatro horas e 50 minutos, com apenas uma parada – de 3 minutos – na estação de Nanjing.

Beijing South Railway Station (Estação Ferroviária Sul): um espetáculo.

Aguardando a hora de descer para a plataforma.

Já dentro do trem bala.
Beijing-Shanghai, 4h e 50 min de viagem.
Preço da passagem: 553 RMB (cerca de R$215,00)

Chegamos a Shanghai por volta de duas da tarde. Pegamos um táxi na estação, deixamos nossas coisas no hotel e fomos logo para a primeira visita: a Shanghai Oriental Pearl Radio & TV Tower, a torre mais famosa da cidade.

A Torre Pérola Oriental.

Visitar a bela Torre Pérola foi uma prova de resistência. Como estávamos bem no meio do feriado do Ano Novo chinês a cidade estava cheia. Se é que algum dia ela fica vazia. Mas lembro que quando estivemos em Shanghai em 2012 não tivemos problemas pra subir na Torre: na ocasião não demoramos nem 10 minutos na fila. Dessa vez foram três horas de espera! Quando chegamos lá em cima, já era noite.

Já dentro do Hall de entrada da Torre.

Mas a espera vale a pena: a vista de centenas de prédios com suas fachadas repletas de luzes, neons, barcos iluminados navegando no rio logo abaixo, dão a Shanghai uma imagem futurista. A metrópole mais populosa da China, com aproximadamente 24 milhões de pessoas, pelo menos nessa área turística, é um lugar muito bonito.  

Luzes por toda a cidade.

Fomos até o ponto de visitação mais alto da Torre, a “Space Capsule”, que fica a 350 metros de altura. É a esfera mais alta, com 14 metros de diâmetro.

Brincando de astronauta no ponto de visitação mais alto.

Na sequência, descemos para 263 metros, na segunda esfera – com 45 metros de diâmetro - e, ainda nela, um pouco mais abaixo, a 259 metros, a maior atração do local, o observatório transparente, onde a sensação de estar andando numa plataforma de vidro, a centenas de metros do chão, é um tanto “assustadora”. Mas a gente acaba se acostumando e se diverte, tirando um monte de fotos.

Camila fazendo graça na plataforma de vidro.

Duas gatas!


Na esfera inferior, a maior de todas – são 50 metros de diâmetro - já a 98 metros do solo, andamos numa pequena montanha russa que existe lá dentro e que eles dizem ser a “montanha russa indoor mais alta do mundo”.

Nesse ponto a plataforma de observação é aberta. Ventava muito e o frio intenso quase fez a gente congelar.

Parte da orla do rio Huangpu.

Na frente as duas torres do IFC.
Mais ao fundo, a Jin Mao Tower e
lá atrás, o SFWC.

Na lojinha da Coca-Cola, já no subsolo.

Do lado de fora da Torre.

Da esquerda para a direita:
Ao fundo, com a ponta azul, a Torre do SWFC.
No meio a Jin Mao Tower.
E, a direita, a Torre de Shanghai, ainda em construção.
  
Cansadas, mas ainda com disposição, e depois de uma passadinha rápida pelo hotel, fomos conhecer o “Bund”, área de badalação na “night” de Shanghai e que fica do lado oeste do rio Huangpu. A Torre Pérola e o centro econômico e financeiro da cidade ficam no chamado Pudong.

Escolhemos uma boate chamada “Bar Rouge” que estava repleta de gringos, mas ficamos pouco tempo. O local possui um terraço – que estava vazio por causa do frio – de onde se tem uma vista linda da orla do rio.


Painel formado na fachada de um dos muitos
prédios do centro financeiro de Shanghai.

A orla do Bund.

Lugar muito bonito à noite.

Pudong visto do Bund.

Orla do Bund.

O Bar Rouge fica num terraço, mas a parte
ao ar livre estava vazia, por causa do frio.

Uma metrópole de tirar o fôlego.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer o observatório que fica no Shanghai World Financial Center, a 474 metros de altura. É atualmente a construção mais alta da cidade, mas até 2015 deve perder esse “status” para a vizinha Torre de Shanghai, que está quase pronta e que vai ter 632 metros de altura e será a maior da China, superando os 600 metros da Torre de Guangzhou. A Torre de Shanghai será a segunda maior do mundo, atrás apenas dos 828 metros do Burj Khalifa, em Dubai.

Amanhecer visto da janela de nosso quarto de hotel.

Ficamos pertinho da Torre Pérola.


No caminho para a Torre do SWFC passamos por
uma passarela que mostrava o tempo em diversos lugares do mundo,
inclusive no Rio de Janeiro!


Ao fundo, a Torre do SWFC, no formato de "abridor de garrafa".


Essa escultura de ímã, bem no jardim externo
que fica em frente ao SWFC, simboliza que o
lugar atrai pessoas de todo o mundo,  
possibilitando não somente novos negócios, mas
uma troca de cultura que une Shanghai,
China e o Mundo como um todo.

A Torre do SWFC.


Já dentro do prédio, antes de subirmos, uma
maquete mostra o centro financeiro de Shanghai, o Pudong.


O 100° andar do SWFC, a 474 metros de altura, possui três plataformas de vidro no chão – duas nas laterais e uma central. O andar é chamado de Sky Walk. Apesar de estarmos bem mais alto do que na Torre Pérola, a sensação aqui, ao andar no vidro, não é tão ruim, porque logo abaixo está a plataforma do 97° andar. Mas por outro lado, nas laterais, o design da torre, com seus vidros projetados num ângulo inclinado para o exterior, me deram a sensação de estar “flutuando” sobre o solo, com as ruas, carros e pessoas minúsculas lá embaixo.

Sky Walk, no 100° andar: três plataformas de vidro.


A 474 metros de altura.

 
Detalhe do piso de vidro.

A Torre Pérola ao fundo.


A Torre Jin Mao que até 2007
era a Torre mais alta da China,
com seus 420,5 metros.


O rio Huangpu.


Tudo lá embaixo fica muito pequeno.

Monumento aos Heróis do Povo, que
fica no Bund.

Fotos em exposição no 97° andar do SWFC.






 


O 94° andar, chamado de Sky Arena, possui um espaço de venda de souvenires – tudo muito caro - além de um Coffee & Bar e um quiosque onde é possível fazer fotos-montagens com Shanghai como pano de fundo.


O 94° andar.

Elas não desgrudam dos celulares!

A Camila aproveitou para deixar
um recadinho junto ao sino da sorte.

Apreciando a paisagem.


Torre Pérola, Torre Jin Mao e a Torre de Shanghai.


Indo embora.


A segurança do prédio é intensa, com direito a cães farejadores...

...E portas equipadas com detectores de metais.
Olha a cara da Camila.


Amor de primas.

"Brincando" com a Torre Pérola.
  


Arquitetura exótica em prédios cada vez mais altos.

As duas torres do Shanghai IFC
(Shanghai International Financial Centre)
Nelas estão o Ritz-Carlton Hotel e a sede do HSBC.
No subsolo fica a loja da Apple.


Após visitarmos o SWFC retornamos para o hotel, fizemos nosso “check-out”, almoçamos num shopping próximo e, de metrô, fomos para a estação do trem bala.

Calculamos que o trajeto duraria cerca de meia hora, mas nos enganamos: durou mais ou menos 45 minutos e ainda perdemos 5 minutos porque tivemos que dar uma pequena parada na penúltima estação, para uma troca de trem, por problemas técnicos. Chegamos à estação do trem bala faltando cerca de 20 minutos para o trem partir, saímos correndo e nos assustamos com a fila na roleta. Achei que não ia dar tempo. Mas por incrível que pareça, os chineses foram passando um a um e, uns dez minutos antes do horário programado de saída, já estávamos na cabine.

Dentro do trem bala um episódio digno de nota: os chineses travaram o corredor entre as poltronas. Não iam pra frente, nem pra trás. Uns olhavam para a cara dos outros, sem reação. “Engarrafamento” dentro do trem bala? Era o que me faltava. Aguentei uns três minutos, até que dei uma de louca, coloquei minha mochila nas costas, suspendi a mala acima da cabeça, pedi licença em inglês, e fui abrindo caminho, que nem um tufão. É claro que ficaram olhando pra mim, assustados, mas foi a única maneira de liberar a passagem. Resultado: a fila andou e todos puderam se acomodar, feliiiiizes, em suas poltronas. O stress foi tanto que tive que tirar uma das quatro blusas que estava vestindo: fiquei suando. Depois que a adrenalina baixou, peguei meu mini ipad na mochila e fui ler, tranquilamente, meu livro digital, pra passar o tempo. Por volta de sete horas da noite chegamos a Beijing.

Mais uma vez foi uma visita rápida a Shanghai, mas o objetivo foi mais do que alcançado, já que minha sobrinha “adorou” a cidade. Ela me disse que, no futuro, quer voltar.

“É isso aí, Camila: pensamento positivo para realizar seus sonhos! Além de tudo, viajar aquece a alma e nos enche de conhecimentos”.


 Curiosidades: 

As atrações em Shanghai são "salgadas" se compararmos com outros pontos da China – pelo menos em relação aos lugares que já visitei até agora. 

Veja os preços:

Torre Pérola: o ingresso que dá direito a conhecer todos os andares de visitação custa 220 RMB por pessoa (cerca de R$85,00).

Torre SWFC: 150RMB para visitar todos os três principais andares (cerca de R$58,00).

O ticket de ingresso à Grande Muralha, em Badaling, por exemplo, custa 45RMB (cerca de R$17,00). 

Para entrar na Cidade Proibida são 40RMB (cerca de R$15,00).

Fazendo uma comparação com o Brasil:
Bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro: R$62,00.
Bondinho do Corcovado, no Rio de Janeiro: também R$62,00.