terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A Cidade Proibida

Ontem entramos na Cidade Proibida. Nós e, posso dizer com toda certeza, centenas de chineses e alguns laowai (estrangeiros) como nós. O lugar estava cheio, mas o passeio foi tranqüilo. É incrível visitar mais uma parte da história da China que só conhecia através dos livros. A Cidade é tão grande, com tanta coisa, que é difícil escolher o que ver primeiro, dentre tantos palácios, jardins e pequenos museus que contam parte da história dos monarcas das Dinastias Ming e Qing. Tem muita coisa bonita e muita coisa de gosto duvidoso. Mas gosto é gosto e cada um tem o seu. E os imperadores adoravam um dourado, vermelho, amarelo. Amarelo, por sinal, era a cor destinada ao Imperador.

Mas porque esse nome, “Cidade Proibida”? Hora da pesquisa: o imperador morava ali juntamente com sua família, suas concubinas, centenas de serviçais e os eunucos (homens que tinham o pênis e os testículos cortados e que tomavam conta das amantes do imperador). Por conta do forte sistema de segurança que controlava a entrada e saída de pessoas do local, muitos dos funcionários que viviam na cidade nunca chegavam a colocar os pés fora da cidade. Somente o imperador e alguns conselheiros reais e militares tinham liberdade para entrar e sair . Durante 500 anos a Cidade Proibida foi uma espécie de clausura para 24 imperadores que dali controlaram a China.

Superstição, misticismo, feng shui, confucionismo... é possível encontrar um pouco de tudo isso espalhado pela Cidade Proibida. Nada está ali por acaso. Tudo tem um significado. O número de colunas de cada palácio; os detalhes nas pontas dos telhados; os animais que guardam cada local; a arquitetura presente sempre busca a harmonia entre o homem, a natureza e o divino. É só dar uma olhadinha em alguns dos nomes presentes dentro da Cidade Proibida: Porta da Suprema Harmonia, Hall da Harmonia Central, Hall da Suprema Harmonia, Hall da Preservação da Harmonia, Porta da Pureza Celestial, Palácio da Pureza Celestial, Hall da União, Palácio da Tranqüilidade Terrena, Palácio da Longevidade Tranqüila, Porta das Façanhas Divinas, Palácio da Abstinência, Hall do Refinamento Mental, Hall dos Mil Outonos, e por aí vai. Tudo muito zen.
Foto Panorâmica das cinco pontes de mármore, símbolo das cinco virtudes do confucionismo.

Hall da Harmonia Central.
O colégio pediu e nós tiramos a foto num ponto turístico.
Leõa de Guarda na frente da Porta da Suprema Harmonia

 
 
 

 Esculturas usadas para a colocação de incenso.

Esses caldeirões eram usados para apagar incêndios.

Detalhe dos Guardiões do Telhado

Um dos muitos tronos dos palácios da Cidade Proibida.

Pista de Mármore. A rampa central, esculpida com dragões em busca de pérolas, era reservada somente ao imperador.


A Cidade Proibida é um local limpo, como todos os que já visitei até agora por aqui. Mas me chamou a atenção à má conservação das mobílias, tetos, paredes. Alguns móveis não vêem um paninho de pó há muito tempo! Tudo bem que são coisas antigas, mas podiam estar mais bem cuidadas. Existem vários “becos” nas laterais da cidade que parecem coisa velha, mesmo. Uma pinturinha cairia bem. Mas apesar desses detalhes, o local é bonito e, o mais importante, é pura história. Lá dentro não pude deixar de pensar como o meu Pai gostaria de visitar aquele lugar. Ele que sempre me deu verdadeiras “aulas” de história e me mostrou o mundo em seus inúmeros livros na biblioteca lá de casa. Ele vai estar vendo as fotos, mas como seria bom que pudesse estar aqui pra ver, junto com a Mamãe, um pouquinho desse outro lado do mundo.
Liteira usada para transportar o imperador.

Robe de seda com detalhes em ouro usado pelo imperador.

Entrada para os Jardins Imperiais.

Um dos pavilhões dos Jardins Imperiais.

Detalhe do teto de um dos pavilhões.

Elmo usado pelos imperadores.

Num dos "becos" da Cidade Proibida.

Dinheiro acumulado em um dos lagos congelados dos Jardins Imperiais.

Montanha da Elegância Acumulada. Que nome, hein?


Escultura de elefante na saída norte da Cidade Proibida.

Saída norte.



Depois de umas três horas num sobe e desce escadas, entra e sai em palácios e jardins e muitas dezenas de fotos, fomos visitar o Parque Jing Shan (Colina da Vista ou da Paisagem) que fica bem em frente à saída norte da Cidade Proibida. Muitos chamam o local de Colina do Carvão, porque parece – não é comprovado - que armazenavam carvão do sopé da montanha. Na realidade a colina foi criada com a terra escavada na construção do palácio da Cidade Proibida. O local servia para proteger os palácios imperiais das influências malignas do norte – coisa do feng shui.
Parque Jing Shan visto da saída norte da Cidade Proibida.

Subir os degraus que levam ao alto da colina cansa. São degraus estreitos, para pezinhos chineses. Tentei subir de dois em dois, mas confesso que me cansei do mesmo jeito. A falta de preparo físico e o frio deixaram as pernas duras. Parei várias vezes num trajeto de 180 metros. É uma boa subidinha. Mas o esforço vale a pena quando se chega lá em cima. A vista é muito bonita. É possível visualizar Beijing numa visão de 360 graus. Pena que o tempo estava meio nublado e atrapalhou um pouco. Se a Cidade Proibida já impressiona lá embaixo, imagina como é bonita vista lá de cima. Parece não ter fim. É um complexo enorme!
A construção principal do alto da colina Jing Shan abriga um Buda enorme, todo dourado. É o Pavilhão das Dez Mil Primaveras. Não é permitido tirar fotos da estátua. Uma pena. Vi alguns chineses se ajoelhando para reverenciar o Buda. Os chineses não costumam ter uma religião, já que o Partido prega o ateísmo – e o culto as religiões é controlado. Mas a cultura chinesa tem suas filosofias, como o Budismo, Confucionismo, Taoismo. Os chineses são politeístas, ou seja, crêem em mais de uma divindade.
Pavilhão principal do Parque Jing Shan.

No alto da colina há ainda dois pavilhões menores nas laterais. Lá em cima, um chamariz para os visitantes: tirar foto vestido(a) como imperador ou imperatriz. Como verdadeiras e boas turistas, eu e Gigi – a Amanda não foi ao passeio - aproveitamos pra nos vestir de Imperatriz. Vale o mico.
"As imperatrizes".
Na descida conhecemos o local onde Chongzhen, último imperador da dinastia Ming se enforcou, aos 34 anos, em 1644. A placa no local indica que aquela ainda é a árvore que ele usou para se enforcar. Mas há relatos de que a árvore original foi cortada e substituída por outra.  Será que ela é falsa? Bem, como estou na China, tudo é possível! Ah, esses chineses! Mas, voltando à história de Chongzhen: ao perceber que a cidade estava sendo invadida por rebeldes e que não tinha como se render, o imperador matou com as próprias mãos toda a sua família, exceto o príncipe herdeiro que ordenou que levassem para um local seguro, e fugiu para o Parque Jing Shan, juntamente com seu principal eunuco, Wang Cheng’em.  Em sinal de lealdade, o eunuco se enforcou ao lado do imperador. Chongzhen deixou uma carta dizendo a seus algozes que podiam fazer o que quisessem com seu corpo, mas que poupassem a população civil de qualquer mau trato. O imperador Chongzhen virou herói do povo.
Árvore onde Chongzhen se enforcou.

Pavilhão principal e o pôr do sol. 

A China imperial não era muito diferente dos impérios e países do ocidente. Os poderosos tinham tudo, conforto, mordomias, muitas mulheres. Uma vida completamente diferente daquela dos cidadãos comuns que viviam com inúmeras dificuldades. O tempo passou, o mundo mudou, evoluiu, mas algumas coisas, infelizmente, permanecem as mesmas, no Brasil, na China, em qualquer lugar.

Já assistiu ao filme “O Último Imperador”, do diretor italiano Bernardo Bertolucci? O filme, que retrata a vida do imperador Pu Yi, foi o primeiro longa-metragem a receber autorização do governo chinês para ser filmado na Cidade Proibida. Em 1988, recebeu nove indicações para o Oscar e ganhou todas elas.

Sinopse do filme: A saga de Pu Yi, o último imperador da China, que foi declarado imperador com apenas três anos e viveu enclausurado na Cidade Proibida até ser deposto pelo governo revolucionário, enfrentando então o mundo pela primeira vez quando tinha 24 anos. Neste período se tornou um playboy, mas logo teria um papel político quando se tornou um pseudo-imperador da Manchúria, quando esta foi invadida pelo Japão. Aprisionado pelos soviéticos, foi devolvido à China como prisioneiro político em 1950. É exatamente neste período que o filme começa, mas logo retorna a 1908, o ano em que se tornou imperador.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Iguarias exóticas

A ida ao supermercado aqui em Beijing está enriquecendo meus conhecimentos sobre as bizarrices chinesas. Ontem, no Wal-mart encontrei mais alguns exemplares da vasta culinária deste lado do mundo.

Alguém gostaria de importar uns bichinhos da seda? Da próxima vez vou pegar pra ver se é mole, duro, gosmento...argh...
Que gosto será que tem?
Essa coisa a seguir, eu confesso que não sei o que é! O preço está meio escondido, mas custava 6.980,88 RMB, ou aproximadamente R$1.901,00 !! Carinho, não é mesmo? Estava à venda num quiosque especial, em embalagens como se fossem presentes. Não prestei atenção se era o quilo ou a quantidade que está aqui no pirex. Será que é tão bom ou gostoso assim pra valer tudo isso? Tem gosto e louco pra tudo!
Coisinha cara. O que será?
Já as pobrezinhas das tartarugas ficam no aquário, aguardando serem escolhidas. Acho que viram sopa ou podem ser recheadas. Fui pesquisar e descobri que os asiáticos acham que a iguaria de tartaruga melhora a circulação sangüínea e faz bem ao fígado e aos rins. Só se for o deles!!
Os chineses acreditam, também, que as carapaças das bichinhas possuem propriedades afrodisíacas e melhoram o desempenho sexual. Mas acho que deve ser a opinião de poucos chineses, porque já imaginaram se a maioria deles gostasse mesmo de tartaruga? Elas estariam extintas!
Comer tartaruga pode melhorar o desempenho sexual. 
Essa fruta "diferente" nós trouxemos pra casa, pra experimentar. É a Pytaia. Por ser toda escamosa é também conhecida como Fruta-do-Dragão. Ela também é encontrada no Brasil (nunca vi). A polpa dela é rica em fibras e tem ótimas qualidades digestivas, além de possuir um baixo teor calórico.
Pytaia ou Fruta-do-Dragão. 

Sabor parecido com o do Kiwi.

Olha que tangerina bonitinha. Na foto ela está na palma da mão da Gigi. É realmente bem pequena e muito doce, também.
A tangerina cabe na palma da mão da Giovanna.
Agora veja o que achei por aqui: “mentirinha”. Esse biscoitinho me lembra as tardes de buraco em Brasília, ao lado de minhas queridas amigas. A Valéria sempre levava as mentirinhas. Viu, amiga? Quando você vier pra cá vamos jogar baralho, tomar café e comer muita “mentirinha”!!!

Essas "mentirinhas" me trouxeram boas lembranças.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mistério desvendado

Lembra que escrevi sobre as enormes portas de aço que existem na garagem no meu prédio aqui em Beijing? Pois é. O mistério está desvendado.

Sinalização de abrigo antiaéreo. 

A placa acima está ao lado de uma das entradas de garagem do prédio, na ala oeste. Como revela o que está escrito nela, o local é mesmo um abrigo antiaéreo (preciso traduzir a parte chinesa, o que indicam os números, etc.). Ainda vou tentar descobrir quando o prédio foi construído e se as pessoas do condomínio ou das redondezas já receberam alguma instrução de como utilizar o local. Nós, pelo menos, não fomos comunicados de nada. Já vi o mesmo tipo de porta na garagem de um outro prédio aqui em Beijing. Elas devem estar espalhadas pelos subsolos da cidadae. Certamente é mais uma herança dos tempos da Guerra Fria.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Verdades e Mentiras

Após um mês em Beijing é possível constatar algumas verdades e mentiras. Vamos a elas:

O chinês come fazendo barulho com a boca e arrota toda hora?

MENTIRA. Pelo menos nos restaurantes em que estivemos não ouvi nenhum chinês chupando a sopa ou o macarrão, ou arrotando. Por enquanto.

O chinês cospe na rua o tempo todo?

VERDADE. No início achei que era folclore, mas à medida que fui passando a andar mais na rua, comecei a ouvir sempre alguém, normalmente os homens, fazendo o tradicional “grrrr....” É realmente nojento, porque eles não tem a mínima cerimônia e mandam quase sempre uma tremenda cusparada, ao seu lado, na sua frente, não importa. Ah, com o frio que está já vi até cuspe congelado!! Argh!

As cidades chinesas são sujas?

MENTIRA. Beijing está sempre limpa – não leve em consideração as cusparadas. Tem sempre alguém com uma pá e vassoura ou um gancho recolhendo o lixo da rua.

Banheiro chinês é um buraco no chão?

VERDADE. Como já postei, o autêntico sanitário chinês é um buraco no chão, sem vaso. Eles tiram de letra porque tem um bom equilíbrio. Nós, ocidentais, ficamos com medo de enfiar o pé no lugar errado.

Chinês fuma em lugares fechados?

VERDADE. Confesso que não sei se existe lei antifumo por aqui. Mas se ela existe ninguém respeita. Nos bares e restaurantes fuma-se à vontade.

Chinês dirige bem no trânsito?

MENTIRA. Acho que eles ainda não sabem nem as regras de trânsito. “Aprendem” a dirigir, pegam a carteira e vão para as ruas fazer um monte de loucuras. É um “salve-se quem puder”. Digo que é tão emocionante andar de carro como andar de montanha-russa.

A comida chinesa é exótica?

VERDADE. O chinês come de tudo e adora uma pimentinha. Não me aventurei em muitas coisas, mas gostei do que provei. Como já disse, no mercado encontra-se todo o tipo de bicho pra comer – lembra da ave de corpo preto, horrível?

O chinês é bagunceiro?

VERDADE. Basta dar uma olhadinha nas janelas dos apartamentos chineses. Tem sempre um bando de coisas amontoadas.

Os táxis chineses são sujos?

MEIA VERDADE. Alguns realmente não são muito limpinhos e tem um cheiro peculiar. E os motoristas têm o cabelo meio seboso. Por falar em cheiro, o hall do corredor do nosso apto tem um cheirinho desagradável. Não sei do que é, mas arrisco que é algum tipo de chá.

As coisas na China são baratas?

VERDADE VERDADEIRA. Pelo menos pra nós, acostumados aos preços altíssimos dos produtos no Brasil, isso aqui é um paraíso. Roupas, sapatos, bolsas, relógios, eletrodomésticos... tudo bem mais em conta. Só é preciso descobrir o que é verdadeiro e o que é falso.

Os chineses comemoram muito o Ano Novo Chinês?

VERDADE. Foi um foguetório durante 15 dias, apesar da proibição em alguns locais – o que pra eles não quer dizer nada, porque soltam os fogos do mesmo jeito.

Os chineses não gostam de receber gorjeta?

MEIA VERDADE. Alguns até aceitam, mas os mais idosos não. Eles “perdem a face”, como costumam dizer por aqui. Algo como “sentir vergonha”.

Os chineses gostam de uma pechincha?

VERDADE. Nos mercados procurados pelos turistas faz parte da venda dar um valor alto, e ficar numa “guerrinha” de preços com o comprador. É só insistir, mostrar que está desistindo, ir embora, que quase sempre “cola”. São poucos os que não te chamam de volta. E a dica é chegar falando em chinês. O preço já começa bem mais baixo.

Os chineses têm um gosto meio duvidoso?

VERDADE. Aqui tem de tudo: carrão rosa, capinha de celular “discretíssima” cheia de strass, óculos sem lentes; chinês andando na rua de pijama. Mas confesso que já vi muita chinesa bonita na rua. Tem umas que adoram andar com roupa de oncinha ou coisa parecida, mas também têm as chiques. Os homens são mais discretos, com exceção dos mais exóticos: aqueles que cortam ou pintam os cabelos de forma estranha, usam umas roupinhas esquisitas...coisas de... deixa pra lá.

A China é um bom lugar pra se viver?

VERDADE. Pelo menos é a minha opinião após um mês aqui em Beijing. Por enquanto está tudo bem e espero que continue assim. Acredito que “quem faz o lugar” é a própria pessoa! Se estou com minha família e cercada por bons amigos consigo superar qualquer adversidade.  A saudade dos que ficaram lá longe não tem como superar, mas hoje em dia, com a benção da tecnologia, tudo é mais fácil.














segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um mês do outro lado do mundo

Hoje completamos um mês de China. O que dizer desses primeiros dias do outro lado do mundo?

A vida aqui, pelo menos por enquanto, superou minhas expectativas em todos os aspectos. Não que eu esperasse não gostar, mas porque, confesso, não dá pra não chegar apreensiva com o “novo” que vem pela frente. E minha maior preocupação era com relação à adaptação das meninas. Mas fomos recebidos com muito amor e carinho pelos novos amigos e as crianças logo se enturmaram, facilitando as coisas.
Não é fácil viver num país de cultura e hábitos tão diferentes, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. É só encarar tudo de “peito aberto” e não ter medo de se adaptar às novidades. É assim em todo canto do mundo. Alguns têm facilidade em se adaptar ao novo e outros não. Já me mudei pra lá e pra cá, então já estou “vacinada”. Essa é uma vantagem.
A maior dificuldade tem sido a língua. O chinês não é tão difícil assim, acho até mais fácil do que o português, porque não é preciso flexionar verbo, não tem artigo... O problema é que as pessoas falam muito rápido e com uma puxada de “r” no final. Sotaque de interior do Brasil. Mas até que ando me virando bem com o pouco que sei. Tenho procurado aprender algumas palavrinhas básicas, e já sei que chegar falando em chinês já abre caminho para um bom atendimento.
Conhecer a China era algo que estava longe nos meus sonhos. País distante, passagem cara. Mas o destino nos trouxe até aqui e estamos tentando aproveitar da melhor maneira possível essa grande oportunidade. Méritos para o meu querido marido em sua brilhante e orgulhosa carreira. Está aqui porque merece!
É admirável ver como a China é um país moderno. Isso surpreende porque há cerca de 30 e poucos anos isso aqui era um país fechado, que vivia em dificuldade, com um povo sofrido. Tudo bem que estamos morando na capital, num bairro de classe alta. Sei que no interior as coisas são diferentes, ainda há muita pobreza, mas não dá para negar que a China evoluiu e está evoluindo cada dia mais e mais. Sair à noite em Beijing, por exemplo, é admirar uma cidade que brilha como as luzes que enfeitam quase todos os prédios. Li muito e me deparei com muitas críticas negativas sobre o país. Mas cada um vê e encara as coisas do seu jeito. Como em todos os lugares existem os prós e contras.
A rotina de alguns chineses segue o padrão militar – os empregados do nosso condomínio, por exemplo, marcham, toda manhã, e ficam perfilados ouvindo as instruções do chefe. Os soldados que guardam as embaixadas também. Eles ficam como estátuas e giram apenas o rosto, de forma mecânica: direita, centro, esquerda, centro, direita... Ficam o tempo todo assim. Devem sair com dor no pescoço! As coisas aqui são controladas, organizadas dentro do padrão dos países socialistas/comunistas, mas a vida do chinês, pelo menos aqui na capital, parece ser uma vida muito boa.
Temos muito pra conhecer ainda. A aventura está apenas no início, mas posso garantir que, até aqui, está valendo a pena.
Retrô do 1º mês
Alguns dos novos e queridos amigos.

Sonho realizado.

Se preparando para as Olimpíadas de Inverno.

Garotada sempre animada.


Andando de riquixá pela 1ª vez.

Na moda como as chinesas.

O marido também entra na brincadeira.

Amigas de todas as farras.

Diversão garantida.

Comprinhas básicas.


Muito barato.

 
Aprendendo a comer com kuàizi - pauzinhos.

Apreciando a comida.

Chegada do Ano do Dragão.


Passeando pela história.


Enfrentando o frio.


Chinesinha mais linda.