domingo, 12 de maio de 2013

Conhecendo Tóquio


Tōkyō, em japonês 東京,  é o principal centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão, e é também a capital do país. Juntamente com Nova Iorque e Londres, é considerado um dos maiores e mais importantes centros financeiros do mundo.

Tóquio está localizada na maior das quatro ilhas do arquipélago que forma o Japão, a ilha de Honshu e os japoneses não a chamam de “cidade”, mas de “metrópole”.  Sua população gira em torno de 37 milhões de pessoas, e por isso é considerada a metrópole mais populosa do mundo. Esse número engloba a população dos 23 bairros “especiais” de Tóquio, além de cidades primárias e secundárias. Algo bem complicado. A população da parte central de Tóquio é de cerca de 9 milhões de pessoas.

Tōkyō significa "capital do leste".


Essa grande metrópole foi parcialmente destruída por um terremoto em 1923 e também durante a Segunda Guerra Mundial, mas os japoneses sempre souberam arregaçar as mangas e, hoje, possuem uma capital moderna.

Situado numa região propensa a abalos sísmicos, o Japão tem uma grande preocupação com relação à construção civil: os japoneses desenvolveram uma técnica que permite que os prédios, por exemplo, balancem durante os tremores, sem correr o risco de desabar. Vi um viaduto que parecia ter uma espécie de amortecedor em suas pilastras.

Viaduto com amortecedores.


Chegamos a Tóquio no dia 26, no início da tarde e logo que fizemos o check-in no hotel fomos “bater perna” pela cidade.

Nos hospedamos em Shinjuku, considerado o coração da Metrópole de Tóquio e um dos bairros mais agitados da capital.

Mapa de Tóquio

A estação de Shinjuku é a maior do mundo em fluxo de passageiros. Em 2007 cerca de 3.64 milhões de pessoas passaram pela estação num único dia, fazendo com que ela entrasse para os registros do Guinness World Records.

Shinjuku possui 36 plataformas, de trem, trem rápido, trem bala e metrô. É algo incrível.


Estação de Shinjuku (foto da internet).
O local estava sempre lotado!

O primeiro lugar que visitamos no Japão foi a Tokyo SkyTree, uma torre de radiodifusão em Sumida, um dos bairros da cidade. É a estrutura mais alta do país – tem 634 metros de altura - e a segunda maior torre do mundo, atrás apenas da Burj Khalifa que possui 828 metros e está localizada em Dubai. Lá de cima, do 450° andar, vimos o anoitecer em Tóquio, mas não conseguimos avistar o Monte Fuji, porque havia uma pequena névoa no horizonte.

Tokyo SkyTree.

Tóquio vista lá de cima.

A família nas alturas.

Anoitecendo em Tóquio. Mais para a direita, 
outra torre, a Torre de Tóquio.

Tóquio by night.


De cima para baixo.


A Torre à noite.

  
Mas a noite estava apenas começando e seguimos nosso passeio em direção a Akihabara, um bairro repleto de lojas de eletrônicos e com os famosos Animes, o desenho animado japonês, estampado em tudo quanto é lado.

Animes por todo o bairro.


Assim como Beijing, Tóquio "abusa" na iluminação.


Mais Animes

As meninas fantasiadas.


Nosso roteiro japonês foi feito pra agradar a garotada e deixamos de lado as visitas aos tradicionais templos – apesar de termos entrado em um. É claro que a vontade dos mais velhos também foi levada em conta.

Sempre de metrô, começamos o segundo dia em Tóquio visitando Shibuya, bairro onde está o maior cruzamento de pedestres do mundo – como o oriental gosta dessa coisa de maior, mais alto – e considerado um dos locais mais fashions da cidade, e Centro de IT (TI no Brasil, Tecnologia da Informação), assim como um ponto de encontro de jovens. É verdade. Voltamos ali no dia seguinte, no final da noite, e o lugar estava “fervilhando”.

O agito de Shibuya à noite.

Esse japonês "excêntrico" estava filmando
na frente da estação de Shibuya.
Deve ser para algum "Casseta e Planeta" local.

Preparando-se para atravessar o cruzamento.


Até que estava calmo nessa hora.


Aqui, bem vazio. 


Uma loja brasileira num shopping em Shibuya.


Bem ao lado da estação do metrô está um dos pontos turísticos do local: a estátua do cachorro HachikōHidesaburō Ueno  era um professor da Universidade de Tóquio que em 1924 adotou um pequeno cão da raça Akita. Durante anos Hachikō, diariamente no final do expediente, aguardava o retorno de seu dono na estação de Shibuya. Um dia em 1925, o professor não retornou, porque havia sofrido um derrame cerebral e morrido. Até sua morte, em 1935, no mesmo horário da chegada do trem, Hachikō voltava ao local para esperar por Ueno

A história do cachorro ganhou notoriedade e sua lealdade serve até hoje de exemplo para os japoneses.

A estátua de Hachikō  foi inaugurada em 1934, com o cão presente.



A estátua de Hachikō.

Nós e Hachikō.


O verdadeiro Hachikō.


Em 2009, um filme estrelado por Richard Gere
Hachi: A Dog's Tale, (Sempre ao Seu Lado, em português) 
foi baseado na história de Hachikō.


De Shibuya seguimos para Odaiba, para visitar o Miraikan “apelido” do The National Museum of Emerging Science and Innovation – numa tradução literal, Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação - um museu do futuro que mostra o poder da tecnologia aplicada ao meio ambiente, à biologia e à exploração espacial.

Descemos na estação Telecom Center Station depois de pedir informações aqui e ali. Foi quando andamos pela primeira vez no trem rápido. Não é o trem bala, mas um trem diferente do metrô. Algo mais moderno.

O Museu é muito interessante e em seu interior tem um globo terrestre enorme, pendurado no teto, que muda constantemente de imagem, mostrando a Terra de diversas formas. Ele é todo feito de painéis de LED. Fantástico!


O Museu Miraikan.

O Globo Terrestre...

...feito com milhares painéis de LED.

O Globo mudava constantemente de imagem,
destacando o Planeta Terra de diferentes formas. 



Gigi "carregando" o Mundo nas costas.

O Globo visto de baixo.


Foi uma ótima oportunidade para a garotada manter contato com uma tecnologia de ponta e entender um pouco mais do mundo atual, partindo de uma visão científica.


Esse "bichinho de estimação" gemia
quando era tocado. 


Alguns robôs. Eles falavam em japonês.


Mais um tipo de robô.


Gigi olhou na máquina e...


...tirou uma foto. Achou?


Módulo espacial. 


O interior do módulo. 


Banheiro e dormitário do módulo espacial.


Gigi e o "amiguinho".


Cadeia de DNA.


Gigi realizando uma "operação"


Um satélite.



Esse mini submarino, o Shinkai 6500, está sendo usado
em pesquisas que o Brasil está fazendo em conjunto com
os japoneses, na costa brasileira.


Enquanto alguns enriquecem seus conhecimentos, 
outros só pensam em descansar. 


Esse robô pegava bolas.


O efeito da pressão no copo de Noodle. 


Do lado de fora do museu uma coisa nos chamou a atenção: dezenas de jovens japonesas reunidas para tirar fotos e mais fotos vestidas como Animes/Mangá. Falei “japonesas” porque não lembro de ter visto nenhum rapaz, somente garotas.

É bem coisa de japonês! As fantasias são as mais “doidas” possíveis. A maioria tirava suas próprias fotos, mas havia algumas que estavam sendo “clicadas” por gente contratada, pelo que deu para perceber. Acho que eles devem montar alguma “historinha” com as fotos – como o Anime, o desenho animado.


Gente "doida".


Elas nunca estão sozinhas.


Tem até produção com fotógrafo especial.


Tem cada figura!!


Elas ficavam espalhadas pelo gramado.


Dessa vez eu pedi pra tirar foto com a Gigi.


Ali perto do museu fica a sede da Fuji TV. 
O prédio é considerado o mais reluzente de Odaiba. 
A bola prateada é um observatório.
Só vimos de longe.


Tudo em Odaiba é meio futurista.


Parte do porto de Tóquio


Há passeios de barco pela cidade.



Assim como os chineses, os japoneses adoram uma roda-gigante.


A Tokyo SkyTree vista de Odaiba.


Já estávamos cansados, mas ainda tínhamos tempo pela frente, e tempo é algo que não se pode desperdiçar quando se visita um lugar tão interessante como Tóquio.

Do Museu fomos parar no Tsukiji Market, o maior mercado de peixes de Tóquio. Só que o movimento no local acontece pela manhã – como em qualquer mercado de peixes que conheço – e não vimos praticamente nada. Mas estava tudo tão limpo e sem cheiro, que era difícil de acreditar que ali funciona um mercado de peixes. Ah, esses japoneses!



Mercado de peixes Tsukiji.


O quê seira isso?


Impressionante que o lugar não cheirava a peixe.


Nas redondezas do mercado há pequenos
restaurantes que vendem os mais
variados frutos do mar.


Os dois gulosos ficaram com água na boca, 
mas não comeram nada.


Placas perto do mercado.


Nas redondezas aproveitamos para entrar num templo budista. Havia acabado de ter uma cerimônia e as pessoas estavam todas bem vestidas e algumas “a caráter”. Os templos que já visitei aqui na China normalmente possuem diversas salas ou halls, como eles gostam de chamar, com imagens de Buda. Esse japonês era bem diferente. Lembrava muito uma igreja. No fundo, é claro, havia uma imagem de Buda.


Tsukiji Hongwanji Buddhist Temple foi construído
entre 1931 e 1934 e sua arquitetura combina estilos budistas, hindus e islâmicos.
As colunas e as amplas escadas são de estilo greco e romano.
Uma mistura de culturas.


O interior do Templo é muito bonito.


Não sei o que isso significa.


A imagem de Buda.

  
  
Alguns homens vestiam essa roupa preta com um leque no bolso.
A senhora estava com o quimono tradicional das japonesas.


A turma "cansada" ficou esperando na calçada.


Em seguida fomos rapidamente até Ginza, lugar de lojas chiques e chamada pelos japoneses de Champs Elysée futurista. Achei muito parecido com os outros lugares que visitamos por Tóquio.



Ginza.

Cruzamento parecido com o de Shibuya.


Ginza à noite.


De Ginza voltamos para Shibuya, já que tínhamos encontro marcado com amigos brasileiros, numa churrascaria. Nossa, nada como comer um bom churrasco! E aquele estava realmente gostoso, com as carnes macias, suculentas... E bebi Guaraná Antártica!!!!!! E, é claro, estar com nossos amigos Costa Moura, Carmem, Bia e Serginho foi bom demais!



Com amigos na churrascaria "Tucano's".
Excelente!



Terminamos nosso segundo dia no Japão “mortos de cansaço”. No dia seguinte tinha mais: Tokyo DisneySea. Mas esse é assunto para o próximo post.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Japão x China



Estando na China, não poderíamos deixar de conhecer o Japão. E, por nove dias, foi possível ver como esses dois países, tão próximos, são tão diferentes. Pelo menos, em minha opinião.

Conheci um Japão onde quase tudo é organizado e onde a preocupação com limpeza e higiene é enorme.

Antes de qualquer refeição o japonês limpa as mãos numa toalhinha, de papel ou pano.

Nas ruas as pessoas tem lugar certo pra andar – a direção dos carros no Japão segue a chamada “mão inglesa”, ao contrário da brasileira.

Lá é proibido fumar andando na rua. Há locais específicos para isso, os chamados fumódromos. Existem cabines próprias para os fumantes dentro dos trens bala, por exemplo.

Local reservado para os fumantes no trem bala.

No Japão, quem quiser entrar numa escada ou esteira rolante e ficar parado, deve se posicionar do lado esquerdo, deixando a direita livre para quem estiver com pressa. Para entrar nos trens eles também fazem e respeitam as filas. Nada do empurra-empurra dos chineses que adoram passar a frente das pessoas.

Aguardando o trem rápido e entrando no vagão sem empurra-empurra.

Nas escadas rolantes os mais apressados passam pela direita.

Ponto negativo para os japoneses foi o fato de as bicicletas andarem entre os pedestres nas calçadas. Diferentemente daqui de Beijing, não vi ciclovia nem em Tóquio, nem em Hiroshima e nem em Osaka. Nos sinais havia uma faixa para as bicicletas, somente isso. Aqui, apesar do lugar apropriado para os ciclistas, os chineses andam por tudo quanto é lado, nas calçadas, no meio da rua, na contramão. Vale tudo.

O japonês fala baixo. Nos transportes públicos há sempre um aviso pedindo que os aparelhos celulares fiquem no modo silencioso, pra não incomodar. Também não vi ninguém andando na rua ao mesmo tempo em que falava no celular. Aqui em Beijing isso é comum. E eles falam é alto!

Comparando com a China, é tudo muito diferente. Cada país tem a sua cultura, seu modo de viver peculiar.

A China pode estar a um passo de se tornar a primeira economia do mundo – os Estados Unidos estão em primeiro e o Japão está em terceiro – mas seu estilo de vida não vai mudar radicalmente da noite para o dia. Se é que algum dia vai ser diferente. Duvido muito.

Mas uma coisa que me chamou muito a atenção foi o jeito do japonês se vestir. Ô povinho diversificado! Tudo bem que é um gosto duvidoso, mas como dizem “gosto não se discute”.

O japonês jovem é exótico enquanto que os mais velhos são mais comedidos. As mulheres novas usam cabelo longo, enquanto que as mais “coroas” deixam suas madeixas acima do ombro. E em se tratando de penteado dos jovens, o Neymar por lá seria apenas mais um no meio da multidão. Vi de tudo um pouco. 

Ao lado do Museu Miraikan encontramos dezenas de jovens
como essas meninas vestidas nesse estilo Anime/Mangá
Os japoneses adoram esses desenhos!


Vi muitos jovens, em grupo, usando roupas iguais.


As meninas, então, adoram esse estilo colegial.

Cílios postiços são praticamente um acessório obrigatório entre as mulheres, que estão sempre maquiadas. Agora percebo a diferença do chinês para o japonês: o chinês tem os olhos mais “rasgadinhos”.

Os japoneses são mais altos do que os chineses e também têm fisionomias diversificadas, algumas até bem ocidentais. O chinês tem a pele mais clara, exceto os trabalhadores do campo e aqueles que vivem em contato direto com o sol. Por aqui, pele clara é sinal de status.

No quesito simpatia, não que os japoneses não sejam simpáticos, eles são, mas os chineses são mais “cara-de-pau”, chegam junto, pedem pra tirar foto, ficam encarando... Se para os chineses, principalmente os do interior, um ocidental é um verdadeiro “E.T.”, para o japonês é uma pessoa como outra qualquer. Há quem diga que o japonês não gosta muito de ocidentais, mas não vi nada disso. A verdade é que senti falta dos “flashes” das máquinas e dos celulares dos chineses pedindo pra tirar fotos e mais fotos!!!! Brincadeirinha!!!!!

Outra coisa que me chamou a atenção foi que vejo muito mais estrangeiros na rua aqui em Beijing do que vi nas ruas das cidades que visitamos no Japão. Não é só a China que está descobrindo o mundo, mas o mundo que está descobrindo a China!

É verdade que o japonês come muito peixe. Também, o Japão é um país insular, um arquipélago formado por quatro ilhas – Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku – as maiores, além de outras 6.852 ilhas menores.

As principais ilhas do arquipélago nipônico.


Aqui na China é muita verdura, frango, pato, burro e até cachorro. É preciso olhar bem o que está comendo!

O chinês adora beber água fervendo, enquanto que o japonês adora água com muito gelo!

Lá os chamados “palitinhos” para comer se chamam hashis e aqui na China se chamam kuaizi.

Quando falamos de religião na China, falamos de budismo, taoísmo e confucionismo. Os japoneses mesclam o budismo e o xintoísmo.

É interessante essa diversidade entre os dois países. Nos tempos antigos, o Japão e outros reinos asiáticos foram estados tributários da China. Mas por volta de 894 d.C. os japoneses deixaram de pagar esses tributos e começaram a seguir seu próprio rumo, abrindo-se ao mundo ocidental já a partir de 1868 – na China isso só aconteceu mais de um século depois.

Ouvi várias vezes as pessoas falarem que o Japão é um país muito caro. Não achei nada disso. É caro em relação à China, onde quase tudo é muito mais barato. Mas em relação ao Brasil, o Japão é barato!

Um lanche no McDonal’ds, por exemplo, é mais barato no Japão do que no Brasil. Mas não é mais barato do que na China!

A passagem de metrô mais barata custa 130 Ienes, ou R$2,64 (a passagem varia de preço de acordo com o trajeto). Aqui em Beijing o metrô tem o preço único de 2 RMB ou R$0,66. Não dá pra competir com os chineses.


A região metropolitana de Tóquio possui 13 linhas de metrô, 
fora as linhas do trem comum e do trem rápido.


Painel com as tarifas de acordo com as estações.


Dentro de um trem rápido.


Dentro do metrô.


O metrô também possui um vagão reservado somente 
para mulheres nos dias de semana, até às 9:30.

 
As passagens nos trens de alta velocidade (o trem bala, chamado pelos japoneses de Shinkansen) já não são tão baratas assim, apesar de que se formos pensar no conforto e rapidez do transporte, vale a pena.

O trecho Hiroshima-Osaka saiu a 10.500 Ienes (adulto) ou cerca de R$ 210,00 para um trajeto de 345,4km, numa viagem que durou uma hora e vinte minutos.

Ticket do Shinkansen Hiroshima-Osaka.


Trem bala chegando.


Outro modelo de trem bala.


Quanto ao trânsito, não achei Tóquio tão caótica como também me falaram. Aqui em Beijing sim, os engarrafamentos são enormes.

Me encantei com a variedade de transportes oferecida pelos japoneses. Só não andamos de helicóptero, porque de resto usamos trem, trem rápido, trem bala, metrô, táxi, ônibus, bonde, catamarã, teleférico, van, avião...


O trenzinho da Disney.


No trem rumo ao Disney Sea.


O vagão é todo temático. 


Os retrovisores dos táxis japoneses ficam no capô.


Catamarã do passeio em Hakone.


 Hiroshima possui um sistema de bondes modernos...


...mas alguns modelos ainda são antigos.

Voltamos para o aeroporto de limousine, como eles
chamam os ônibus que fazem esse tipo de transporte.



A moeda do Japão é o Iene ( ¥ / ) (JPY – o padrão internacional).

As notas e moedas de Iene.


Um real (R$1,00) equivale a cerca de 49,305
Um dólar (Us$1,00) equivale a cerca de 99,305
(cotação de 07 de maio de 2013).

Nos hospedamos em hotel categoria três estrelas, em quartos com cama double. Grande ou pequeno? Muuuuiiiitttooo pequeno. O banheiro era compacto e a cama um pouco menor que a de tamanho Queen. As malas ficaram apertadinhas no corredor de entrada. Mas já haviam nos avisado que os quartos no Japão eram pequenos.

Só que isso não foi problema, porque em viagem assim quarto é só mesmo para dormir. Sendo limpinho, tá muito bom. E o café da manhã foi ótimo, com boas opções ocidentais, o que já não acontece por aqui. O café da manhã é sempre um problema para nós ocidentais na China! Por outro lado, os quartos de hotéis chineses são bem maiores.

Como podem ver, existem prós e contras em qualquer lugar. É claro que pra quem se hospeda em hotel de luxo a coisa deve ser bem diferente.

Algo que ficou bem claro é a diferença de estilo de vida entre chineses e japoneses. Nunca vi aqui em Beijing jovens chineses reunidos num bate-papo descontraído, seja durante o dia e, principalmente, à noite. Isso é comum no Japão. Tóquio à noite é um burburinho só, com grupos e mais grupos de jovens conversando ou em filas de bares ou em casas de jogos. Sabe aquelas máquinas de pegar bichinhos e brinquedos com uma garra eletrônica? Elas estão espalhadas por tudo quanto é lugar. Vi até máquina de pegar leque!


Lojas de jogos como essa estão por toda parte.


Tem máquina de bichinhos de pelúcia...


...e máquina de pegar leque!


Mas esse estilo de vida mais moderno do japonês parece estar causando problemas. Durante nosso passeio ao Monte Fuji – vou escrever em detalhes em outro post – fui escutando um guia eletrônico em espanhol e me surpreendi com algumas informações.

De acordo com o guia, o homem japonês após o trabalho costuma sair com os amigos, deixando a mulher em casa para cuidar dos filhos. Ele acaba retornando tarde e não dando a devida atenção a família. Resultado: o número de divórcios tem aumentado. Casar para a maioria das mulheres, e ainda mais depois de ter filhos, significa abrir mão do emprego – não muito diferente de outros países – e as jovens japonesas estão pensando duas vezes antes do casamento. Os jovens estão casando mais tarde e demorando mais para ter filhos. A taxa de natalidade está em queda e a população do Japão está envelhecendo.

Por outro lado, ouvi dizer que o homem japonês deixa todo o dinheiro ganho por ele nas mãos da esposa, para que ela administre tudo. Dizem que o japonês é muito gastão. O homem fica com uma espécie de “mesada”. Gostei dessa parte!!!
  
Encerro esse post com uma informação que bem poderia ter colocado lá em cima. Por que o Japão é chamado de Terra do Sol Nascente? Aqui mais uma vez entra a influência chinesa: há muitos e muitos anos, os chineses se referiam ao arquipélago japonês como a terra onde, ao leste, o sol nasce primeiro.

Nippon ou Nihon, , como os japoneses se chamam, literalmente significa “origem do sol”.

Em cima a atual bandeira do Japão.
O disco vermelho representa o Sol.
A debaixo, com 16 raios, foi usada
pela Marinha Imperial.
Atualmente ela é usada como bandeira naval
da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF)